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Bom, há mais ou menos um ano e meio comecei a fazer boxe. Já algum tempo que queria experimentar um desporto de combate e boxe pareceu-me muito bem. Passado este tempo todo percebi que, além de estar a adorar aprender a técnica e melhorar a cada treino, também estou com uma condição física incrível. Recomendo a todas as gordinhas (caso queiram deixar de o ser) que estiverem a ler isto.

Uma das desvantagens de ter vindo nesta aventura é que sabia que iria ter que fazer uma pausa no boxe, o que me iria fazer perder um bocado da condição física que tenho e iria quebrar o bom ritmo de aprendizagem que estava a ter. “Tranquilo, campeão. Quando voltar a Portugal volto ao ataque.” imaginei eu pensando que só iria voltar a bater num saco dali a uns meses.

 

E não é que existe um (e um só) clube de boxe em Bissau? O Francisco explicou-me que havia um lutador de boxe Guineense que cresceu em Portugal e que, além do de Bissau, tinha alguns clubes de sucesso em Nova Iorque, o Da Costa. Decidi ir lá ver se dava para ter uma aulinha, nem que fosse só para tirar uma foto e mostrar à malta do KO dos Olivais Sul (“olha-me bem para este poser”. Admito).

 

Quando entrei naquele ginásio, ao fim da tarde, observei um espaço pequeno, meio espaço de musculação, meio espaço de passadeiras, meio espaço de ginásio de boxe, com sacos e cenas dessas. No espaço do boxe estava um aluno e o treinador, que depois vim a conhecer pelo nome de Braime. Ele disse que era na boa fazer o treino e disse-me para me ir equipar. Foi um treino curto, mas intenso, com exercício bastante diferentes do que estava habituado no KO. Mesmo assim, não vinha mal preparado, fisicamente, e penso que não deixei o Mestre Tayssinho ficar mal. Acima de tudo, estava surpreendido e contente de poder ter feito boxe ali. Já posso dizer que fiz boxe em dois lugares opostos do mundo. Para mim este tipo de experiências conta muito.

 

A meio do treino, o Braime perguntou-me quanto tempo estava em Bissau e se queria voltar a treinar no dia seguinte, tudo oferecido. Disse-lhe que não tinha a certeza se podia, visto que não sabia bem quando tinha de descer para Cacine (ainda estava à espera do telefonema do José a confirmar o dia). Trocámos contactos e fiquei de lhe ligar a confirmar. Ele até se ofereceu para abrir o ginásio de manhã cedo para eu treinar, caso eu não pudesse à tarde…QUE.BOM.TROPA. Nessa noite liguei-lhe a confirmar que no dia seguinte, à mesma hora estaria lá para treinar “Está bem, na paz, está em casa” respondeu ele.

No dia seguinte lá fui eu treinar. No início do treino, depois do aquecimento, o Braime ajudou-me a pôr umas ligaduras (umas fitas quse se usam no boxe, que se metem à volta de pulso e que, por baixo da luva, ajudam a proteger o pulso dos impactos) que não eram minhas, eram até mais fixes que as que eu tinha trazido. Já não foi um treino tão bem conseguido porque fizemos exercícios mais complicados (ainda peco por alguns problemas na técnica, derivado de ainda estar a aprender esta arte). Mas foi fixe na mesma, ainda deu para aprender bastante.

No fim do treino, trocámos contactos de facebook e agradeci bastante pela oportunidade que ele me deu de treinar ali. Ao ir embora, lembrei-me que tinha deixado as minhas ligaduras no clube. Vim a perceber que o instrutor da aula seguinte as emprestou a um aluno, pensando que pertenciam ao clube. O Braime apercebeu-se disto e ofereceu-me as ligaduras que eu tinha usado no treino. Volto a repetir, são ligaduras bem melhores que as que eu tinha trazido. Volto também a repetir…QUE.BOM.TROPA!

 

Deixo aqui a prova visual de que fui de facto ao clube Punch Fitness de Bissau, que aproveito para fazer publicidade gratuita. Na foto, para quem não me conhece, estou eu à direita e o Braime à esquerda.

 

boxe_bissau_braime_2.jpg

(Estou a gozar. Eu sou claramente o da esquerda, mas apanhei-vos aí, hã?)

 

Até que não ficou um post grande pa cacete. É só esperar que não esteja a gastar dados móveis à  toa para partilhar estas aventuras. Não é, escassos cinco amigos?

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publicado às 15:11


1 comentário

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De aseguiropedro a 06.02.2018 às 14:38

Serviu-me a carapuça quando li: "Recomendo a todas as gordinhas (caso queiram deixar de o ser) que estiverem a ler isto." Continua, estou a curtir bue ler isto!

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